quarta-feira, 3 de junho de 2009

Balanço do Coloquio - 11-05-2009


No dia 11 de Maio pelas 10 horas na sala 208, apesar de alguns imprevistos, conseguimos realizar o nosso colóquio como apresentação final fruto do trabalho de Área de Projecto.
Realizamos o colóquio “ Ser Jovem na Europa” a fim de esclarecer as dúvidas subjacentes ao tema, incidindo essencialmente no Processo de Bolonha e na inserção dos jovens no mercado de trabalho europeu e por isso convidamos os alunos das turmas do 11º E, 11º TA, 12º E, 12ºF, 12ºC, para assistirem à palestra. Para além disso convidamos, ainda, os professores do conselho de turma, Professora Ana Paula Chagas de História e Área de Projecto, Professora Conceição Pires de Português, Professora e directora de turma Hortense Correia de Sociologia, Professora Ângela Luís de MACS e Professora Inês Fernandes de Educação Física e a Presidente do Conselho Executivo Cristina Silveira. Achamos por bem convidar também um representante da Câmara Municipal, Vereadora Conceição Cabrita e a Dra. Vilma representante do centro Europe – Direct de Algarve, que muito tem contribuído para o nosso projecto. O
Núcleo de Estudos e Intervenção Psicológica também foram convidados e como não poderia deixar de ser os nossos pais. Dos convidados, não compareceram todos, no entanto, a maioria esteve presente.
Como oradores, convidamos a Euro Deputada do Parlamento Europeu (Dra. Jamila Madeira) que esclareceu as nossas dúvidas sobre a Inserção dos Jovens no mercado de trabalho europeu; o Pró-reitor da Universidade do Algarve (António Fragoso de Almeida) que explicou e esclareceu em que consiste o Processo de Bolonha em si, ou seja, as suas vantagens e desvantagens; a coordenadora do programa Erasmus (Sofia Nunes), que transmitiu o que é o Programa Erasmus e convidamos, também, um estudante de economia que palestrou acerca da sua experiência enquanto aluno Erasmus.
O nosso grupo, começou a preparar a palestra às 9 e 15, pois ainda tivemos que imprimir alguns acertos, e verificar e preparar a sala, na qual se ia realizar o colóquio.
Confessamos que, na preparação do colóquio não tivemos tudo bem organizado, pois minutos antes da realização deste, tivemos de confirmar os convites para os directores de turma e os alunos convidados. Para além disso, ainda tivemos que preencher um papel na secretaria para requisitar as águas para os oradores, como também uma tesoura e fita-cola, que a biblioteca não nos pode emprestar. Com estes imprevistos todos, decidimos deixar no portão da escola o plano do colóquio e pedimos ao porteiro para informar os oradores, para se dirigirem a sala 208, ou seja, a sala da palestra. Entretanto, a Dra Jamila Madeira, chegou mais cedo, às 9 e 30 e foi beber um café até a hora do começo do colóquio. Pelo que parece, e pelo que nos disseram, não agimos bem com a recepção dos oradores, pois devíamos ser nós a recebe-los no portão e acompanha-los a tomar o seu café.
Contudo, cerca das 10 e 15, com as turmas e os convidados já instalados nos seus lugares, procedemos a apresentação do colóquio.
A Andreia abriu o colóquio com a nota de boas vindas e apresentou os oradores. A seguir passou a palavra ao João, à Antoniya e ao Diogo para procederem à leitura das perguntas que demonstraram de uma forma explícita as dúvidas acerca da temática abordada e as quais os oradores deviam-se debruçar nas suas exposições. Logo de seguida, a Andreia deu a palavra ao Pró-Reitor da Universidade, Dr António Fragoso de Almeida que iniciou o seu discurso de forma a responder a algumas das perguntas efectuadas, de modo a dar entender o que é o processo de Bolonha, em que consiste, as suas vantagens e desvantagens. Logo a seguir (após 25 minutos) na sequência da apresentação, seguiu o seu discurso a coordenadora do programa Erasmus (Sofia Nunes), que esclareceu todas as dúvidas acerca deste programa, ainda ficamos mais elucidados quando o aluno, que convidamos, nos informou sobre a sua experiência e através de umas imagens nos demonstrou que a possibilidade de participar no programa Erasmus é magnífica e inesquecível, como também, nos pode ajudar a integrar no mercado de trabalho europeu. Finalmente e para concluir as intervenções, seguiu com a sua apresentação a e
Euro Deputada do Parlamento Europeu (Dra. Jamila Madeira) que revelou o modo como os jovens se podem inserir no mercado de trabalho, focando, essencialmente, os principais problemas actuais como o desemprego. Também afirmou que hoje em dia as pessoas não devem ficar paradas, mas sim aprender sempre mais, ou seja, evoluir ao longo da vida, dai que seja necessário existir mais autonomia e cooperação.
Finalizamos o nosso colóquio com a distribuição de inquéritos que realizamos no sentido de reflectir a opinião dos convidados acerca do nosso trabalho. Para além disso, oferecemos aos oradores, como forma de agradecimento lembranças da nossa escola. Entretanto, a Dra. Vilma trouxe-nos uns panfletos com bastante informação acerca da União Europeia a que os alunos tiveram acesso não só no colóquio, como também no Dia Aberto.
Apesar de todas as críticas e alterações de que foi alvo o nosso colóquio, foi sem dúvida, um passo importante que o nosso grupo conseguiu realizar como projecto final do nosso trabalho e no qual nos empenhamos ao longo destes 3 períodos. Pode não ter sido perfeito, mas reflectiu-se o esforço e o empenho conseguidos pelos membros do grupo.
























quinta-feira, 28 de maio de 2009


A Antoniya e eu !!!
Junto da melhor exposiçao do Dia Aberto , SER JOVEM NA EUROPA, é o que esta a dar!!

Dia aberto, hehe.... ate houve tempo para comer umas pizzazzitas que a prof Ana Paula trouxe!!
Balanço Final do Dia Aberto 15/05/2009

No âmbito da Área Curricular Não disciplinar da Área de Projecto, o grupo “Ser Jovem na Europa”, realizou uma exposição informativa que tomou como objectivo elucidar e apresentar à comunidade educativa o projecto. Foi por isso, que no decorrer deste período nos debruçamos sobre este tema com afinco para esclarecer todas as dúvidas subjacentes ao mesmo.
Assim, pela 9h30m, todos os elementos do grupo ponderaram junto da sala 111 a fim de se reunirem para organizarem a exposição. Depois de inúmeras tentativas de apresentação , decidimos colocar uma rede azul com toda a informação pertinente aludindo ao Processo de Bolonha e a inserção dos jovens no mercado de trabalho europeu a fim de encarecer a exposição.
As 14horas, foi a hora programada para a abertura da exposição, sendo o primeiro turno constituído pelo João e pelo Diogo, que ficaram até às 17horas. Ao longo destas 3 horas tiveram a disposição de informar os poucos visitantes sobre o trabalho desenvolvido ao longo do ano e no final de cada visita entregaram um inquérito autocrítico tomando em consideração a avaliação da pessoa concernente a exposição numa escala de 0 a 5.
Pelas 17 horas, seguiu-se o segundo turno, Andreia e Antoniya, em que nas primeiras horas da tarde a assistência à exposição foi escassa observando-se o mesmo na parte da tarde e da noite. Para nosso desagrado os alunos não mostraram interesse pelo tema, ou simplesmente visto que a sala estava escondida, não tiveram oportunidade de visitar. Também foi com muita pena nossa que os pais não tivessem visitado os trabalhos dos filhos, sendo a AP uma disciplina tão útil.
Contudo ainda conseguimos fazer um pequeno balanço, que dos poucos que visitaram, 5 responderam ao nosso questionário. Os que responderam são estudante da escola secundária de VRSA e consideraram o nível 5 quando se defrontaram com as perguntas:
Considerou o tema da exposição interessante/útil.
Avalie o grau de conhecimento que adquiriu sobre esta temática.
Emita um juízo avaliativo acerca da organização da exposição.
Quando perguntámos se a exposição tinha alterado a opinião dos visitantes sobre a possibilidade de estudar na Europa, a resposta limitou-se a um sim.
E no geral gostaram do evento pois responderam com muito bom.
Quando já passava das 20 horas, a professora Ana Paula, trouxe pizzas para podermos matar a fome que se apoderava das nossas barrigas que clamavam por comida depois de tanto tempo sentadas. No fundo, o convívio entre colegas de outros grupos foi notável, e pudemos trocar opiniões que nos enriqueceram.
Por fim, tirámos algumas fotos, e desmontamos a exposição.
Apesar de nos termos esforçado para elaborar uma boa exposição, e termos comunicado por via emails , não correu como gostaríamos que tivesse corrido. Ficamos desalentados pela pouca participação da comunidade escolar.

domingo, 26 de abril de 2009

Balanço Final

Na sequência do período passado tentámos adaptar-nos ao ritmo de trabalho exigido, preparando o melhor que pudemos as nossas actividades, tentando ao máximo cumprir com os prazos estipulados e com a planificação já realizada. Não foi difícil trabalhar em grupo, pois apesar de, às vezes confrontamo-nos com opiniões e ideias divergentes conseguimos objectiva-las e adapta-las ao trabalho a realizar sem problemas.
Tal como aconteceu no período passado, consideramos o nosso trabalho bastante satisfatório, pois apesar de não termos cumprindo exactamente com o estipulado na planificação, conseguimos dar a volta nas tarefas e realizar o previsto. Mais uma vez empenhámo-nos e demos o nosso melhor, tendo sido a evolução do projecto bastante produtiva e com um bom rendimento, superando as nossas expectativas. Os objectivos que tínhamos em mente e nos quais nos debruçamos para este período foram atingidos.
Assim dado o facto de trabalharmos em grupo, em harmonia e serenidade, possibilitou-nos a realização de todos os nossos objectivos. É deveras notório o nosso interesse e empenho na realização das tarefas e pretendemos seguir com o mesmo método no próximo período para que os resultados sejam tão positivos quão este.
O Processo de Bolonha

Depois do trabalho desenvolvido ao longo deste período eu e a Antoniya, debruçamo-nos essencialmente em ler e tratar de informação relativa ao Processo de Bolonha e organiza-la no blog com o objectivo de informar todos aqueles que percorram o nosso ‘’sitio’’. Podemos então reflectir que no nosso país, uma vez que até somos ambas estudantes e por inerência, mais ou menos directa, nos afecta a nós; porque alguns de nós não estão muito bem informados acerca do Processo de Bolonha e porque já constamos com divergentes opiniões acerca deste Bolonha, uns apelidaram de ter sido benéfico para os estudantes, outros assumem ser uma vergonha.
Depois de termos reflectido sobre esta temática podemos então enunciar que o Processo de Bolonha nasce em 19 de Junho de 1999 e foi assinado por 29 países avançando de forma deliberada com o conceito de Europa do Conhecimento, de facto um aspecto da sociedade civil europeia da actualidade, transnacional e transfronteiriça. Faz apelo à urgência de enfrentar as exigências da competitividade internacional do sistema do ensino e espera pela cooperação voluntária das Universidades de toda a Europa no sentido de organizar uma rede forte e coerente, que responda às novas exigências do conhecimento científico numa sociedade que se pretende estável e democrática.De alguma forma tenta estabelecer um conjunto de objectivos e de iniciativas destinado à construção de um espaço Europeu de ensino superior, atractivo e competitivo no plano internacional e a assegurar a mobilidade e a empregabilidade na Europa, fazendo face ao sistema norte-americano. Além de insistir nos dois ciclos, o primeiro com o mínimo de três anos, tendo sobretudo em vista o mercado de trabalho, valoriza o sistema de créditos como dinamizador da mobilidade, que se pretende cada vez maior, dos estudantes ao longo do processo de aprendizagem. Os governos nacionais, da totalidade dos países Europeus têm vindo a produzir legislação destinada a reorganizar a formação superior universitária e politécnica em conformidade com os princípios orientadores do Processo de Bolonha.Portugal já estabeleceu os princípios reguladores de instrumentos para a criação do espaço europeu de ensino superior (DL – 42/2005), já definiu as normas técnicas para a apresentação das estruturas curriculares e dos planos de estudos dos cursos superiores (Despacho 10543/2005 – Direcção Geral do Ensino Superior) e aprovou, recentemente, a Lei de Bases do Sistema Educativo que cria o enquadramento legal necessário à concretização dos objectivos do Processo de Bolonha (Lei -49/2005). Até aqui nenhuma crítica a assinalar. O problema reside no facto de a informação não circular de forma conveniente entre o Ministério da Ciência e Ensino Superior e as diversas instituições de ensino. Porque, ao contrário do que muitos falam (ou gritam), Bolonha não é uma vergonha! Bolonha é uma mão cheia de oportunidades que o país deve aproveitar. Estamos em crer que a classe estudantil não se sente indignada com o Processo de Bolonha em si! A afronta vai para a forma como este está a ser implementado! Quando tanto se fala em Choque Tecnológico e desafios de modernidade para o nosso país, é hora de o actual executivo tentar dar a devida importância a um desafio como é Bolonha, podendo, na eventualidade, usar os serviços mais descentralizados da Administração Pública para poder de forma condigna informar quem de direito!
Por outro lado para outros, este Processo veio alterar todo o esquema de ensino, ficando muitos alunos prejudicados, pois os cursos perderam competências com o encurtamento da carga horária e com a utilização de créditos por disciplina.
Na nossa opinião o PB foi um Processo benéfico, em termos gerais que veio facilitar o ensino e promover a cooperação entre diferentes países da UE, o que permite também uma evolução na carreira.
O trabalho que realizamos centrou-se essencialmente nesta temática e esperamos até ao final do ano ficarmos bem mais esclarecidas e decidas quanto ao curso que devemos ingressar no ensino superior, sendo que, uma boa hipótese seria mesmo ir estudar no estrangeiro. Porque Não !?!?!

Andreia e Antoniya

Entrevista

Entrevista com a doutora Vilma



Andreia: Quanto à sua experiência profissional, qual é a sua opinião acerca do processo de Bolonha?


Dra Vilma: O Processo de Bolonha veio trazer alterações nomeadamente ao ensino superior porque houve pessoas que estavam a terminar o seu curso e depois foram abrangidas por estas reformas e que tiveram que perder algum tempo para tirar o seu curso. Quem foi surpreendido por esta reforma no início do curso, penso que, foi vantajoso e que trouxe benefícios. No 3º ano, a pessoa que acaba o antigo bacharelato passa automaticamente para o mestrado.


Andreia: E acha que esta alteração dos cursos foi benéfica?

Dra Vilma: Penso que sim. Eu acho que é uma mais valia porque acaba por abreviar o percurso académico a ser mais vantajoso por facilitar e permitir a pessoa avançar com o mestrado mais rapidamente.


Andreia: E em termos de desvantagens?


Dra Vilma: Em termos de desvantagens, eu penso que algumas pessoas que foram atingidas por estas reformas foram penalizadas, pois tiveram de acrescentar outras cadeiras que não tinham feito e portanto não houve equivalências.


Andreia: Tem conhecimento de alguns programas/iniciativas?


Dra Vilma: Existem iniciativas de apoio que a U.E promove à educação, neste caso, o Programa de “Aprendizagem ao longo da vida” Este programa apoia a mobilidade transnacional, apoia projectos de redes europeias. E depois do programa “Aprendizagem ao longo da vida” existem vários programas como o “Leonardo da Vinci” , que é mais vocacionado para o ensino profissional, O “Comenius” é mais vocacionado para as escolas Secundárias , intercâmbios de jovens, entre outros. E depois, o nível de ensino superior existe o programa ERASMUS que tem tido bastante adesão, em que os alunos vão estudar para universidades de outros países; Loodric para educação dos adultos.


Andreia: Então e relativamente ao jovens de outrora com os jovens de agora? Existem mais probabilidades de trabalhar e/ou estudar no estrangeiro?


Dra Vilma: Em relação a antigamente? Sim, sem dúvida e isso é uma consequência de também estarmos na União Europeia, o que permite abrir portas para os jovens não só para estudar como para trabalhar, para viver e por isso é que existem estes programas apoiadas e financiadas pela U.E para facilitar a educação e a mobilidade dos jovens isto há muitos anos atrás que existe.

Andreia: E os jovens actualmente estão preparados para as dificuldades do ensino superior à escala Europeia?

Dra Vilma: Eu penso que sim. Penso que os nossos jovens presentemente têm uma “open Minde”, têm espírito aventureiro e pensam muito mais além, não pensam ficar por aaqui num círculo fechado e justifica-se pelo facto, nomeadamente, o programa Erasmus, vindo a crescer de ano para ano. Existe cada vez mais uma adesão maior de estudantes para países, como a França, a Itália. Cada vez mais existe maior interesse dos jovens a participar nestes programas e a experiência é totalmente diferente.

Andreia: Existem então bastantes vantagens em estudar na U.E ? E desvantagens?


Dra Vilma: Por um lado, a barreira linguística. A pessoa tem que ter o domínio da Língua. Se não dominar fluentemente a língua, isso poderá ser um entrave. Por outro lado, a integração/adaptação é diferente, o modo de vida é diferente. Portanto vais viver para outro país, onde as tradições, o modo de vida são sempre diferentes do nosso país. Portanto, cada país tem as suas tradições, a sua cultura. E essa fase de adaptação e integração, esse novo modo de vida, poderá eventualmente influenciar um cadinho, mas a pessoa adapta-se.

Andreia: E relativamente à vantagens face a mobilidade, flexibilidade e cooperação de trabalho e de estudar?

Dra Vilma: Apesar dos entraves que se possam deparar, é uma experiência que ganha e poderá ser profissional e mais que isso mais enriquecedora do que uma experiência no nosso país no currículo, visto que tiveste de estudar e trabalhar na empresa “tal”, num país “tal” é diferente, pois a pessoa só beneficia.

Andreia: E acha que a multiplicidade é oportunidade quer á nível superior, quer á nível profissional e os jovens tornam-se mais competentes?

Dra Vilma: Sim, sem dúvida. O facto de adquirir uma experiência nova noutro país como o intercâmbio contribui para serem mais competitivos.

Andreia: Depois desta toda nossa conversa, como é que descreveria “Ser jovem na Europa” em breves palavras?


Dra Vilma: Actualmente “Ser jovem na Europa”, reconheço que não é fácil, visto que o espírito é cada vez maior. Cada vez há um esforço maior dos jovens a ter mais habilitações para poder competir futuramente a nível profissional. Ma para isso terá que apostar nesta formação.

Andreia: Obrigada pela sua colaboração
!
Publicado por Andreia